Fuja do padrão, mas siga o padrão. Existe um meio-termo?
<a href="https://www.canva.com/photos/MAELpwiExe8-confident-business-woman-in-suit-gesturing-with-hands-work-light-background/"Imagem por Shotprime em Canva Fotos
Por Cynthia Marcandalli

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Lançado no mês passado, o documentário Abercrombie & Fitch – da Ascensão à Queda, reacendeu o debate sobre a questão da “boa aparência” e padrões de beleza.

Cheio de polêmicas e com relatos absurdos, a empresa fundada no final do século 19 viveu seu auge no início dos anos 2000, quando ter uma peça com o nome A&F era sinônimo de status e um certo padrão a ser perseguido por alguns. Em certo momento, o dono da marca chegou a dizer que as roupas dele não foram feitas para todos, o que só reforçava a ideia de que quem não serve na roupa, não serve e ponto.

Pula para 2022 e ainda vemos anúncios de vagas de emprego em que profissionais devem mandar foto ou ter boa aparência. Mas o que é considerado uma boa aparência? Isso varia de empresa para empresa? De cargo para cargo? Existe aparência correta se conseguir um emprego? Boa aparência é igual a padrão de beleza?

Muitas perguntas com poucas respostas.

O que geralmente se entende por boa aparência é manter a higiene pessoal em dia, vestir roupas e sapatos em bom estado, enfim, não parecer desleixado. Mas nem isso é uma resposta clara e objetiva, por que cada um de nós tem uma ideia sobre o que é bom ou ruim, certo? Usar dreads no cabelo é sinal de desleixo ou estilo? Uma vez ouvi de alguém próximo “não vou fazer isso no cabelo agora porque as pessoas do meu trabalho podem estranhar”. Sabe o que era o “isso”? Raspar a cabeça.

O que nos leva imediatamente a pensar que talvez não exista um padrão de beleza, mas sim um padrão de aparência que devemos seguir.

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Ao mesmo tempo, vemos uma enxurrada de textos e todo tipo de mídia nos pedindo o tempo todo para nos diferenciarmos, sermos autênticos, sair da zona de conforto, pensar fora da caixa. Mas quando essa quebra de padrão vem para o exterior, por vezes ainda choca, fere. Quantos de nós não nos recolhemos e perseguimos o padrão para não trazer atenção negativa para nós mesmos alguma vez na vida? Ou várias…

Trabalhando em mundo corporativo, eu ouvia as histórias e até vi acontecer. Às vezes um simples par de meias é suficiente para gerar burburinho “nossa, que diferente…” um comentário que parece inofensivo, mas que vem carregado de “Fora do padrão! Fora do padrão!” No fim é só um gosto pessoal que não interfere em nada na competência da pessoa, então por que incomoda tanto?

Mesmo uma coisa aparentemente inocente, como usar cor com cor, pode ser visto como algo estranho. Daí a pessoa volta atrás e coloca a calça preta mesmo para não chamar atenção.

Uma tendência que está ganhando força é a da contratação às cegas, ou seja, sem indicação pessoal alguma, apenas experiência profissional. Isso ajuda a quebrar de fato o padrão e nos coloca em pé de igualdade nos processos seletivos que não sejam casting com modelos, que diga-se de passagem, também têm padrões absurdos e é tema para a gente abordar depois, e mantenham o foco no que realmente importa, a trajetória profissional.

O mundo, principalmente o corporativo, é um mundo de aparências e quando estamos nele temos que nos adaptar, o que pode ser um pouco frustrante. Então deixo algumas reflexões aqui: qual o limite para as pessoas usarem sua aparecia como forma de autoexpressão? Qual seria sua aparência se não precisasse se preocupar com o que os outros vão pensar?

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Cynthia Costa Marcandalli é Secretária Executiva em 15 anos de experiência e atua principalmente com expatriados C-level do setor financeiro. Especializou-se como Consultora de Imagem e Estilo ao longo de sua jornada, orientando colegas de trabalho na busca por evolução profissional por meio de uma imagem assertiva.

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4 Comments

  1. Cynthia, adorei este artigo. Parabéns. 🙂

  2. Amei o artigo. Parabéns!


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