Ainda temos muito a conquistar
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Por Ana Kekligian

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No último dia 8 de março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher, uma data extremamente importante e que é carregada de reflexões. Desde 1975, quando foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU), ela é um marco pela busca ativa de igualdade de direitos e equidade de gênero no mercado de trabalho.

Mas, mesmo antes de termos uma data oficial para comemorarmos estes avanços em prol de melhorias na sociedade, milhares de mulheres já reivindicavam pelos seus direitos. Como aconteceu no início do século 20, época em que, nos Estados Unidos e na Europa, ocorreram manifestações por melhores condições de trabalho e igualdade de direitos.

O que proponho nesta leitura é que, de maneira realista, consigamos enxergar o valor de todas as conquistas em prol das mulheres e que possamos entender e seguir pelo caminho que ainda teremos que percorrer.

No final do mês passado, a Forbes apresentou uma matéria com as 20 mulheres brasileiras que se destacaram em suas áreas de atuação. Dentro deste time de protagonistas, temos Ana Karina Bortoni Dias, primeira e única mulher presidente de um banco brasileiro de capital aberto no Brasil, o BMG; Jaqueline Goes, biomédica e pesquisadora e Vercilene Dias, coordenadora do departamento jurídico da Conaq.

A valorização e distribuição de conteúdo como este, faz com que possamos compreender o quanto esta luta é importante e é eficaz para a criação de ambientes corporativos sadios e com figuras femininas.

Quando observamos mulheres atuando em papéis de liderança, nos deparamos com a representatividade, e isto é um fator importante para a nossa sociedade atual onde, cada vez mais mulheres se sentirão identificadas e parte de um grupo.

E, estas vozes são importantes principalmente quando lembramos que as conquistas aqui no Brasil ainda são recentes. Em 2022 completamos 90 anos em que as mulheres conquistaram o direito ao voto. Penso que é de extrema importância conhecermos a história de mulheres que lutaram e lutam pelos nossos direitos.

Este é o caso de Bertha Lutz, reconhecida como a maior líder na luta pelos direitos políticos das mulheres brasileiras. Nascida em 04 de agosto de 1894, se uniu a outras mulheres pioneiras da época e, juntas, se empenharam pelo direito de as mulheres votarem e serem votadas. Criando assim, a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher,

Esta Liga que, primeiramente, tinha a intenção de dar poder de voto às mulheres, foi o primeiro passo para a criação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), que além do direito ao voto, também lutava pela autorização de se trabalhar sem a autorização do marido.

Contudo, mesmo que muitas portas tenham sido abertas e muitos direitos tenham sido conquistados pelas mulheres. A luta por melhorias é diária pois, ainda temos uma sociedade onde é preciso se posicionar diante de abusos, preconceitos, injustiças e equidade de gênero dentro do mercado de trabalho.

Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base nos dados de Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) entre 2021 e 2020, demonstrou a diferença salarial e de rendimentos entre gêneros. As mulheres ainda estão em desvantagem, elas recebem 78% do que os homens ganham.

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A pandemia de Coronavírus também reforçou a desigualdade da mulher no mercado de trabalho pois, segundo o estudo “Sem Parar – O trabalho e a vida das mulheres na pandemia”, realizado em 2020, 50% das mulheres passaram a assumir a responsabilidade de cuidar de alguém durante a pandemia. E, entre as que cuidam de crianças, 72% afirmaram que a necessidade de monitoramento dentro de casa aumentou.

Além disso, ainda precisamos levar em consideração o recorte racial. A pesquisa acima também levantou dados que apontaram que entre as mulheres desempregadas, 58,8% são negras e 39% são brancas.

Com isso, podemos chegar a conclusões de que ainda estamos lidando com diversas questões estruturais de uma sociedade paternalista onde as mulheres ainda estão inseridas em ambientes com leis, regras, costumes culturais e ações que limitam sua autonomia e liberdade.

As mulheres ainda são as que mais sofrem com estas crises e disparidades e, além dessas questões estruturais afetarem o lado financeiro e a carreira, também afetam de forma mais enfática a saúde emocional feminina.

Segundo a pesquisa do Instituto FSB, feita a partir do pedido da companhia SulAmérica em 2021, 62% das mulheres brasileiras afirmaram que sua saúde emocional piorou ou piorou muito durante a pandemia, e entre os homens que experimentaram a mesma baixa o número cai para 43%.

Por, muitas vezes, as mulheres se deparam com situações difíceis e, por não encontrarem o apoio necessário, elas acabam exaustas emocionalmente, o que leva ao agravamento de outros comportamentos negativos como; depressão, ansiedade e baixa autoestima.

Para que este quadro não se agrave é necessário unir forças por parte da sociedade, gerar interesse sobre estes temas, discutir sobre todo o tipo de desigualdade de gênero e criar estratégias visando melhorias.

É preciso que haja toda uma estrutura trabalhando a favor e criando ambientes propícios para as necessidades de todas as mulheres. Uma inclusão produtiva desta força de trabalho feminina é um tema atual e que precisa ser conduzido com seriedade e gerando impactos positivos a médio e longo prazo.

E, para que cada vez mais mulheres realizem suas metas e projetos de carreira, devemos todos focar na busca ativa para que os direitos sejam implementados em prol de uma sociedade mais justa e que gere mais leveza para estas mulheres. E isso exige de nós uma postura firme e autoconfiante, porque não somos menos e sim mais quando somos tratadas com o devido valor.

Parabéns por esse dia Mulher! E reconheçam o seu valor!

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Ana Kekligian é Master Coach de Desempenho e Especialista em Inteligência Emocional com foco na vida pessoal e profissional. Idealizadora da EBC (Empresa Brasileira de Coaching). Atualmente, possui cinco importantes certificações internacionais pelo IBC (Instituto Brasileiro de Coaching): Professional & Self Coaching, Coaching Ericksoniano, Master Coach, Inteligência Emocional e Análise Comportamental. Conta também com a certificação de Especialista em Inteligência Emocional pela SBIE (Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional), Especialista em Produtividade com: Triad Certified Productivity Specialist, formada pela TriadPS e Master Analista Comportamental pelo Instituto ILG. Atuou por quase 20 anos no mercado corporativo como executiva de marketing com destaque para o marketing direto e publicitário. E é CEO de suas emoções.

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