Somos todos mentirosos!
Por Adriana Carvalho

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Quantas vezes você já se deu conta de que as pessoas ao seu redor mentem? E que mesmo você se vale de algumas mentiras para poder justificar algumas ações e sair de certas situações ou até mesmo para promover bem-estar para o outro?

Assim, mesmo líderes em níveis diversos e em todas as culturas se valem de algumas “mentiras” para poder entregar o que as pessoas esperam deles. Mesmo as pessoas normais mentem para poder atender às expectativas daqueles a quem querem agradar ou atender. Isto as afasta de decepções.

Quantas vezes, você, no papel de Secretária, teve que mentir para poder justificar a ausência de seu executivo em alguma reunião importante da qual ele não queria (ou não podia) participar e, no fim, delegou a você o ato de mentir, mas disfarçado de “uma boa desculpa”? Quantas vezes você, por razões diversas, não inventou uma mentirinha para justificar a entrega de algum trabalho não do jeito que o outro queria, mas do jeito que você queria? Foi ou não para livrar você ou seu chefe de sofrer decepções, de evitar julgamentos por dizer a verdade?

Desejando ser melhores esposas, melhores maridos, melhores pais, melhores pessoas em seus diversos papéis na sociedade (e a lista é enorme) acabamos mentindo. Mas, calma! Muitas mentiras acabam sendo classificadas como “mentirinhas brandas”, como por exemplo, ao mentirmos para manter o segredo de alguém ou para deixar o outro feliz ou quando aquela amiga querida aparece com uma roupa meio estranha e te pergunta se você gostou. O que você responde?

Alguns estudos mostram que pessoas podem mentir de 10 a 200 vezes em um único dia. Seja para proteger outras pessoas, para resolver assuntos críticos ou para se beneficiarem de alguma situação, a mentira está em nossas sociedades há séculos. É parte da essência humana. Talvez, por sobrevivência? Não sei, mas desde criança, aprendemos a mentir e manipular para poder conseguir o que precisamos. Na adolescência, quantos não contam mentiras para seus pais para poder se divertir, escapar de alguma obrigação e se livrar das broncas? Na idade adulta, quantos amigos falsos, digitais ou não, quantos fraudadores de níveis diversos te fazem cair em algum conto do vigário?

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Interessante é que algumas nacionalidades mentem mais do que as outras, sob a justificativa de serem mais agradáveis, mais educados do que as outras e, assim, são mais simpáticos.  Mas, será que isso é mesmo correto? O que tenho aprendido ao conviver por anos no mundo corporativo (e também morando no exterior) com pessoas de nacionalidades diversas é que, muitas vezes, pessoas de nacionalidades diferentes da sua são vistas como grosseiras por serem sinceras e “diretas ao ponto” enquanto outras são taxadas de mentirosas ao extremo por “não poderem perder a face”. Outros são rotulados de “enroladores”. E nós brasileiros, como somos vistos pelos demais? Acho que vale aqui uma boa reflexão!

E que tal aquela pessoa legal de mesma nacionalidade que a sua, agradável, sedutora (no sentido de conquistar a todos com toda sua candura), prestativa e que depois nunca mais aparece para saber se você está bem? Um e-mail, um WhatsApp, nada? O que era verdadeiro nessa relação, então?

Bem, com este texto, quero chegar no seguinte ponto: temos que estar preparados para poder saber lidar com os diversos níveis de “mentirosos” e de não sermos prejudicados por essas relações, sejam elas pessoais ou a negócios. Não seja um mentiroso compulsivo. A mentira, à medida que vai te facilitando a vida, vicia. Muitas pessoas nem se dão conta! Ela começa com pequenas mentiras brandas e pode acabar no nível que vemos aos montes por aí, em que pessoas são enganadas ou são enganadoras. Vimos muitas situações cotidianas em que os mentirosos claramente subestimam a inteligência daqueles que estão recebendo o tratamento enganoso. Exemplos não nos faltam.

Você, como profissional, precisa achar a balança entre ser sincero, ter uma conversa honesta, e delicado ao mesmo tempo. Quem você quer que esteja ao seu lado em uma reunião de negócios, no happy hour, na confraternização ou no encontro de família? Agora, outra pergunta: Quem você quer ser? Assim, não seja o querido por todos, popular, eficiente e que no fim, é uma grande mentira. Não seja uma fraude. Nossa sociedade está precisando resgatar a bondade, a ética e a verdade. Qual é a dificuldade?

Assistindo uma palestra de Pamela Meyer, autora do livro “Liespotting: Proven Techniques to Detect Deception”, ela pontua que “Quando você combina a ciência de reconhecer uma decepção com a arte de ver e ouvir, você se isenta de estar colaborando com uma mentira. Quando você passa a sinalizar que seu mundo é um lugar moral, honesto, você passa a modificar o ambiente ao seu redor”. A que custo?

Me conta aí, o que você quer ser?

Camada 1

Adriana Carvalho é formada em Secretariado Executivo Bilíngue e Tradução – Inglês pela PUC Campinas e Pós-graduada em Gestão de Negócios pela FAE Business School em Curitiba. Atuou por 21 anos como Secretária de Diretoria em multinacional da indústria automotiva e conta com experiência em trabalhos no exterior. Hoje mora na China e coordena um grupo de mulheres expatriadas promovendo atividades culturais e de integração na comunidade. Casada, mãe de um rapaz de 17 anos, tem como hobby a fotografia e escreve para o blog “Por Aí, Viagens e Cultura” (www.poraiviagensecultura.blogspot.com) em que relata um pouco da história e cultura dos lugares que já visitou.

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11 Comments

  1. Gostei desse texto, há sim uma maneira de escape de alguma situação, não que seja correto, mas sempre existirá uma mentira pra livrá-lo de algo pior do que poderia ocorrer.

  2. Interessante e importante essa abordagem e logicamente o papel das secretarias e assistentes são preponderante para resolver certas situações criadas onde a verdade transparência não foram a tônica do momento

    • Obrigada, Paulo!
      Precisamos ponderar sempre e estarmos atentos!

  3. Bom texto para reflexão, mas ainda opto por ser verdadeira nas relações.

  4. Oi Adri, seguem meus dados


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