Como foi o início da minha carreira como professora de inglês
Por Rosemary Neves de Sales Dias

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Neste artigo decidi compartilhar minha experiência ao aprender inglês. A ideia de escrever sobre o início da minha trajetória e para vocês saberem que é possível aprender, mesmo sendo tímido, tendo vergonha e medo de se expor.

Eu sempre quis falar inglês. Cantava todas as músicas do Michel Jackson (do meu jeito) sem saber o que estava cantando, imitava os sons.

Na época, só se aprendia inglês quando íamos para a quinta série. Então eu estava muito ansiosa para aprender, queria falar logo na primeira aula.

Qual não foi minha decepção! Durante o ano inteiro aprendi poucas coisas, somente números, cores e o conhecido verbo “To Be”.

E assim foi da quinta à oitava série, aprendi pouco o que me desestimulou bastante.

Um dia, conversando com minha mãe, na época eu tinha quinze anos, ela sugeriu que eu fizesse um curso de inglês em uma escola de idiomas, já que eu estava tão decepcionada e gostava tanto da língua.

Quando falei para meus amigos que ia estudar inglês, eles disseram: ‘mas com que propósito você vai estudar esse idioma, onde você vai usar?’. No local onde eu morava na época, viajar, trabalhar em empresas multinacionais era muito distante para nós. Mas eu não dei atenção ao que eles falaram e segui meu propósito.

Como eu já trabalhava e já tinha condições de pagar o curso, me matriculei na única escola de inglês da minha cidade e finalmente iniciei meus estudos.

Na minha sala havia pessoas de várias idades, mas a maioria era de adultos. Eu era muito, mas muito tímida na época. Admirava meus colegas de sala, parecia que eles aprendiam tudo rapidamente e eu nem abria minha boca com medo de falar tudo errado.

Mesmo não falando na sala de aula, fazia todos os exercícios e estudava a pronúncia, na época recebíamos como suporte para aprender a pronúncia, pasmem, udisco de vinil. Sim, meus colegas, era um vinil.

Essa escola, bem tradicional na época, publicava letras de músicas em inglês e português. Nossa, eu amava. Já conseguia acompanhar as músicas com as letras.

Nos intervalos das aulas, a escola oferecia pipoca e café para os alunos. Mas no local do café, todos deveriam se comunicar no idioma. Como eu tinha muito medo de falar na frente dos colegas, pegava minha pipoca e ia comer na sala, longe dos amigos e me escondendo para não ter que conversar com ninguém, principalmente com o professor.

Mas, um amigo querido, que na época eu admirava, mas não falava com ele, foi me buscar um dia na sala de aula. Chegando lá ele me perguntou: ‘quem paga suas aulas de inglês?’. Respondi: ‘eu’. E ele, muito sagaz me falou: ‘você trabalha, ganha seu dinheiro com dificuldade, paga o curso e na aula não fala nada, fica muda? Você está perdendo seu tempo e seu dinheiro’.

Fiquei indignada com ele, chateada mesmo. Ele não era meu amigo, não tinha o direito de falar daquele jeito comigo.

Não contente com o sermão que ele tinha me dado, quando o professor iniciou a aula e começou a fazer perguntas, meu amigo interrompeu e falou para o professor: ‘Teacher, a Rosemary vai responder,’.

Na hora eu fiquei roxa, queria matar meu amigo e afundar em um buraco, mas não houve jeito, tive que responder.

E não é que eu consegui responder e participar da aula? Após esse dia, fui me soltando cada vez mais e estudando também cada dia mais. Tanto que aos dezenove anos fui convidada para ser docente na escola.

Assim começou minha carreira como professora de inglês. Preciso ressaltar que aprender esse idioma mudou minha, tanto que hoje estou escrevendo nessa revista.

Agradeço à minha mãe, Analice, que foi a primeira pessoa a me incentivar, e ao meu amigo Enésio, que mora nos Estados Unidos há anos. Ele me empurrou e deu certo.

A mensagem que eu quero deixar, querido leitor, é que você não tenha medo de errar, não tenha medo de se expor, se jogue. Estude, pratique, converse com quem puder, se arrisque. Dá certo, acredite!

PS: Esse é só o início da minha história com o idioma, em outra oportunidade contarei até onde cheguei e onde ainda pretendo chegar.

Camada 1

Rosemary Neves de Sales Dias é Mestre em Linguística Aplicada pela PUC/SP, tem Pós-graduação em Neurociência Aplicada à Educação pela FMU e professora universitária há mais de vinte anos atuando nas áreas de Secretariado Executivo e hospitalidade.

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