Você já deve ter ouvido falar em Burnout? E em Boreout?

O excesso ou a falta de trabalho afetam a produtividade, porque atingem o emocional

Por Ana Kekligian

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Você já deve ter ouvido falar em Bunout? E em Boreout?
Eu realmente te convido a ler esse artigo até o final, pois ninguém está imune a qualquer questão emocional. Além disso, sempre haverá alguém ao seu lado precisando de ajuda, ainda que você ou ela não saibam.

Estas duas palavras, são síndromes que, atualmente, vêm atingindo cada vez mais profissionais de todas as áreas. Para que você entenda, a empresa de análise Harris ouviu mais de 6 mil pessoas ao redor do mundo, em 8 países, incluindo o Brasil. Foram inclusive os brasileiros que responderam ter a maior sensação de Burnout de acordo com a pesquisa: 44% dos respondentes disseram que a pandemia aumentou esse sentimento de exaustão em relação ao trabalho. E 33% das pessoas que estão trabalhando remotamente disseram que a falta de separação entre trabalho e vida pessoal está impactando negativamente seu bem-estar.

E atenção: A síndrome de Burnout foi oficializada recentemente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma síndrome crônica “ligada ao trabalho”. A OMS incluiu o Burnout na nova Classificação Internacional de Doenças (CID-11), que deve entrar em vigor em 1º de janeiro de 2022.

E, se por um lado, o Burnout é dado devido ao esgotamento do profissional, do lado oposto temos o Boreout, que está relacionada ao tédio e a falta de tarefas no ambiente corporativo. Em outro estudo da empresa, foi descoberto que 33% dos entrevistados acreditavam que não tinham nenhum desafio em seu trabalho e ainda, 15% dos trabalhadores de escritório, em todo o mundo, estão entediados com seu trabalho.

Veja bem, estes são números alarmantes, que mostram como é importante saber identificar, logo no início, quanto se está sofrendo com uma destas síndromes. Uma das coisas que considero extremamente importante, é que você tenha propósito e motivação em seu ambiente de trabalho, por isso, quero que entenda como identificar e agir diante destes casos.

Mas afinal, o que é Burnout?

Este termo era usado nos anos 70 para indicar o esgotamento que profissionais como, médicos e enfermeiros, sofriam devido a sua grande jornada de trabalho e sua função em ajudar outras pessoas.

Porém, como o passar do tempo, o termo que, traduz um distúrbio emocional, começou a ser aplicado a qualquer profissional que se sinta sobrecarregado, com esgotamento físico e exaustão extrema.

Como reconhecê-lo?

Os sintomas mais comuns físicos e psicológicos são:

  • Desinteresse ao que antes era de extrema importância;
  • Olha pessimista sobre a vida;
  • Esgotamento mental, físico e emocional;
  • Falta de motivação no trabalho;
  • Insônia e dificuldade de concentração;
  • Isolamento social;
  • Lapsos de Memória;
  • Baixa autoestima;
  • Isolamento social;
  • Dores de cabeça e no corpo.

Esta síndrome, que tem como causa o excesso de trabalho, afeta toda a vida de um indivíduo. Por isso, é necessário entender que ela acontece em estágios.

No Estágio 1, o profissional ainda possui alta produtividade, porém começam os primeiros sinais de estresse, onde o indivíduo ainda consegue manter sua energia e focar em alcançar seus resultados.

Já no Estágio 2, além do nível de estresse aumentar, o profissional sente uma diminuição em seu otimismo. A partir disto começam a ocorrer alterações físicas e emocionais como: dores de cabeça, lapsos de memórias, ansiedade e insônia.

Quando o profissional chega ao Estágio 3, o estresse se torna crônico. Se antes ele era experenciado em momentos específicos, agora ele é sentido com frequência, com alteração de humor, cansaço extremo e pode apresentar comportamentos agressivos.

No Estágio 4, há uma amplificação de todos os sintomas anteriores, o profissional não sente mais vontade de ficar perto de outras pessoas, gerando afastamentos e uma sensação de vazio e apatia em relação ao trabalho.

Ao final, no Estágio 5, o que antes eram apenas sintomas isolados, se tornam a vida do indivíduo. Levando a outros problemas maiores como a fadiga crônica, a depressão, perda de interesse em tudo, surto e outros.

É importante que se tenha clareza dos sintomas e estágios desta síndrome para entender que, muitas vezes, postergamos o nosso autocuidado. Mas, o Burnout pode atingir qualquer pessoa e então é necessário manter a atenção aos sinais, bem como desenvolver ações para preveni-lo.

Para isto, quero te deixar algumas dicas que considero extremamente importantes:

  • O primeiro passo, é aprender a pedir ajuda em casos de sobrecarga, você deve informar as pessoas, inclusive seu líder imediato e o RH da empresa. Criem juntos um plano de ação, para te aliviar durante esta fase. Entender o seu limite fará com que seu trabalho se mantenha produtivo e eficiente ao longo dos dias.
  • Aprender a descansar, ter momentos de lazer e tirar férias também é de grande importância para a sua saúde física e mental, este equilíbrio é o que te fará ter mais harmonia e felicidade. É muito comum eu ouvir: “Não posso tirar férias”; “Preciso trabalhar”; “Não posso parar”. Bem, ou você para porque tem a consciência emocional para isso, ou a vida irá te parar de qualquer forma e sem a força emocional que poderá evitar o agravamento da situação.

Segue o exemplo de uma coachee e alta executiva de uma multinacional, com perfil workaholic, quando ela identificou sinais nela de esgotamento físico e emocional, foi até a sua líder e pediu férias (já vencidas). A resposta veio como negativa e então a coachee se posicionou:

“- Nesse momento o melhor é sem dúvida as férias, caso contrário, me perderá por afastamento.” Essa conversa teve um final feliz, porque a líder compreendeu a situação e concedeu as férias. Nesse período a executiva viajou, desligou e se cuidou. Voltou pronta para um novo estilo de vida e o mais bacana de tudo, a líder seguiu seu exemplo e muita coisa mudou por lá.

  • Além disso, criar hábitos e momentos para atividades físicas e cuidado emocional também reduzem a possibilidade de entrar em um processo de esgotamento. Entenda quais atividades te trazem prazer e invista nelas.

E, agora que você entendeu como o excesso de trabalho pode te levar a uma síndrome, quero que entenda que nenhum extremo e nem falta faz bem a nossa vida profissional. Então, o tédio no trabalho também traz malefícios.

Boreout: Como escapar do desanimo. 

Esta síndrome, também conhecida como síndrome do Tédio, acontece quando um profissional desenvolve tarefas com uma falta de carga mental, tanto quantitativa ou qualitativa. Isto acontece quando, em seu ambiente de trabalho, não há desafios profissionais e sobram horas sem saber ao certo qual atividade desenvolver, podendo gerar sentimentos como: de inutilidade, importância, pertencimento e incompetência.

Mas, se engana, quem ache que isto tenha a ver com má vontade ou preguiça, por detrás disto se esconde uma grande frustração e desmotivação. De modo geral, esta síndrome acontece, quando um profissional se sente subutilizado, sem poder colocar em prática suas melhores habilidades e capacidades, devido à falta de estímulos e de gestão no ambiente de trabalho.

Alguns sintomas apresentados por profissionais nesta situação são:

  • Realizar apenas o necessário em suas tarefas;
  • Profunda falta de interesse;
  • Apatia e pouca exigência consigo e com os outros;
  • Instabilidade emocional;
  • Desmotivação e falta de entusiasmo;
  • Queda da autoestima;
  • Sono desregulado.

E, assim, como no Burnout, está síndrome pode levar o profissional a manifestar sintomas mais graves como: fobias, depressão, ansiedade e pânico.

Em casos como este é necessário criar maneiras para prevenir com que a síndrome se instale. Eu sugiro que aja sempre a definição de metas e objetivos claros, e que encontre um propósito de estar onde está e sobre suas atividades. Sem isso, não vejo sentido algum você se sujeitar a à situações como estas. Muitos por medo do desemprego se sujeitam, porém colocar a sua saúde emocional em perigo não vale o preço.

Nestes casos, o feedback e a delegação de tarefas dos líderes a sua equipe também são um grande propulsor de bons resultados. Quando um profissional recebe um feedback, se sente motivado e interessado. E isto também vale quando lhe é delegado algo desafiador que o faz acreditar novamente em seu potencial e pertencimento ao seu local de trabalho.

Se a empresa que trabalha não tem a cultura do feedback, solicite um. E se isso for uma dificuldade para você, peça ajuda a outros profissionais, busque o autodesenvolvimento ou se possível contrate um coach.

Como você pode entender nenhum excesso ou falta no ambiente de trabalho vale a pena, seja para líderes ou para liderados. O equilíbrio no ambiente de trabalho vem a partir da consciência de quem você é, o que quer ser, seus limites, seus valores e do seu esforço em querer mudar uma situação que te agride de alguma forma.

Meu objetivo aqui é despertar em você a consciência que, aos primeiros sinais destas síndromes tão sérias, você deve buscar ajuda profissional. Ao passo em que é possível identificar o que está desencadeando a origem destas síndromes, também é possível entrar com ferramentas e práticas que vão motivá-lo a mudar esta situação e a viver um momento completamente diferente.

O Coaching de Inteligência Emocional – É o melhor bem preventivo para que você adquira maturidade emocional para lidar com questões que não estão em nosso controle. A única coisa ou pessoa que você pode e deve controlar no mundo, é você mesmo!

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Ana Kekligian é Master Coach de Desempenho e Especialista em Inteligência Emocional com foco na vida pessoal e profissionalIdealizadora da EBC (Empresa Brasileira de Coaching). Atualmente, possui cinco importantes certificações internacionais pelo IBC (Instituto Brasileiro de Coaching): Professional & Self CoachingCoaching EricksonianoMaster Coach, Inteligência Emocional e Análise Comportamental. Conta também com a certificação de Especialista em Inteligência Emocional pela SBIE (Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional) e Especialista em Produtividade com: Triad Certified Productivity Specialist, formada pela TriadPS. É mãe, filha, irmã, tia, amiga, noiva e CEO de si mesma.

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