Empatia
Por Bete D’Elia e Walkiria Almeida

publicado em

O período desafiador da Pandemia provocou coletivamente o impacto da vulnerabilidade, bem como fez aflorar, intensamente, emoções, que antes não eram percebidas ou permitidas.
Para conviver com esse novo cenário e superar as dificuldades, com equilíbrio, fortaleceu-se o espaço para o conhecimento, consciência e prática das soft skills, entre elas a Empatia.

A empatia tornou-se uma competência para a sobrevivência, visto que a necessidade da maioria das pessoas foi dar suporte e também receber ajuda.

Encontrar um olhar de afeto e compreensão no outro   passou a ser um bálsamo para minimizar os sentimentos de medo e insegurança que as grandes transformações trouxeram ao cotidiano de todos, sem aviso e sem pedir licença.

O conceito clássico de Empatia é “a capacidade psicológica para sentir o que sentiria outra pessoa, caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente o outro indivíduo.”                ‘

De uma forma simples, ela pode ser percebida como a habilidade de entender a história do outro, seus valores, momento de vida, captar suas dificuldades atuais e dar o devido acolhimento.

É o exercício de se colocar no lugar da outra pessoa, com aceitação, sem juízo de valor, demonstrando que está presente e, principalmente, que deseja ajudar.

Em síntese, o que o outro mais necessita é que entendamos a sua dor e que pratiquemos a generosidade, de ficar ao lado, com a disposição interna de ouvir, buscando transmitir com o coração mensagens que sejam recebidas como: “Eu entendo a sua dificuldade.  Estou aqui. Você pode contar comigo”.

A empatia é saudável em todos os tipos de relacionamentos: pessoais, sociais, familiares e no trabalho.

No cenário corporativo, evidenciou-se a grande necessidade da Empatia, porque foi um dos ambientes em que mais veio à tona sentimentos como   a insegurança, o medo do novo, de perder o emprego, de não acompanhar e se adaptar aos novos formatos de trabalho.

Aprender empatia, escolher praticá-la como um hábito diário é a forma de contribuirmos para que o trabalho seja mais humanizado, mais solidário, com uma compreensão e aceitação maior da vulnerabilidade.

Há ainda muita escassez dessa competência, porque ela envolve mudança de comportamento, cujo processo é de “dentro para fora” e não é tão rápido.

Assumir o desafio de incorporar a empatia no seu ritual pode, nos dias atuais, proporcionar dois importantes benefícios: você fará a diferença como pessoa e profissional e se sentirá gratificado por tornar o mundo melhor.

Que tal fazer parte dessa corrente do bem?

Até o próximo artigo.

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Bete D´Elia foi Secretaria Executiva da Presidência da Caloi e Diretora de Comunicações do Sindicato das Secretárias. É palestrante e instrutora de cursos para o Secretariado Executivo.

Walkiria Almeida é Mestre em Administração com concentração em Gestão Internacional pela ESPM- Escola Superior de Propaganda Marketing. Tem mais de 30 anos de experiência como Secretária Executiva de presidência e diretoria. É palestrante nacional e internacional, com destaque em sua participação no 1º Fórum Internacional de Secretariado, em Moçambique.  É membro do Comitê de Secretariado de Moçambique e Professora da FMU- Faculdades Metropolitanas Unidas, no Curso de Secretariado Executivo Trilíngue e recebeu em agosto de 2020 o prêmio “Excelência acadêmica FMU”.

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